Nascido na Inglaterra, vivia em Washington nos Estados Unidos. Escreveu para uma variedade de publicações incluindo a Vanity Fair, The Nation, Harper's, e The New Yorker.
Uma parte dos antepassados de Christopher Hitchens são judeus, o que
teria sido suficiente, segundo disse certa vez, para que o tivessem
deportado para um campo de extermínio, caso as leis raciais de Nuremberga ainda vigorassem.
Como comentarista político, Hitchens tornou-se conhecido escrevendo para publicações, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, ideologicamente vinculado à esquerda política. A sua mudança de posicionamento começou em 1989 após o que ele chamou de "reação tépida" da esquerda política europeia em relação ao fatwa emitido por Ayatollah Khomeini que pedia o assassinato do escritor Salman Rushdie. Os Ataques de 11 de Setembro de 2001 fortaleceram a sua adoção de uma posição favorável a política externa intervencionista,
baseado nas suas fortes críticas do que ele chama de "fascismo com uma
face Islâmica" ("fascism with an Islamic face"). A adoção de Hitchens de
uma posição política favorável à política externa intervencionista, o
emprego do termo "islamofascista" ("Islamofascist") e seu notável apoio à
Guerra do Iraque fizeram com que seus críticos o rotulassem de "neoconservador". Hitchens, entretanto, recusa esse rótulo, afirmando "eu não sou tipo algum de conservador" ("I'm not any kind of conservative").
Ele denomina esses esquerdistas que assim o chamam de serem
"estalinistas sem remorsos". Hitchens foi um marxista (trotskista) na
década de 1970.
Hitchens é frequentemente considerado um dos mais proeminentes expoentes do moderno ateísmo e é descrito como parte do movimento do "novo ateísmo". Seu livro God Is Not Great ("Deus não é grande – como as religiões envenenam tudo"), publicado em 2007, o alçou a essa posição de grande destaque. Em um artigo, seu irmão Peter alegou que God Is Not Great faz diversas afirmações incorretas e, em resposta, escreveu o livro The Rage Against God.
Hitchens, juntamente com os ateístas Richard Dawkins, Sam Harris e Daniel Dennett, é frequentemente referido como um dos quatro "Cavaleiros do Ateísmo". Ele é humanista e antiteísta, e descreve-se como um crente nos valores filosóficos do Iluminismo. Seu principal argumento é o de que o conceito de Deus ou de um ser supremo é uma crença totalitária que destrói a liberdade individual, acreditando que a livre expressão e a investigação científica deveriam substituir a religião como um meio de ensinar ética e definir a civilização humana.