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domingo, 10 de janeiro de 2021

João e Maria

João e Maria é um conto que relata as aventuras de dois irmãos (João e Maria), filhos de um pobre lenhador e que moravam na floresta com seu pai e sua esposa. Um dia, enquanto seu pai trabalhava, a madrasta de João e Maria estava fazendo uma torta. Ela saiu para colher amoras na floresta e pediu pra João e Maria cuidassem da casa enquanto ela estivesse ausente. Quando ela voltou da floresta encontra a casa toda bagunçada e a torta que estava preparando, no chão. Ela ficou muito brava com João e Maria e resolveu mandar eles mesmos irem colher amoras na floresta.
Floresta adentro, as crianças iam jogando migalhas de pão no chão para que pudessem encontrar o caminho de casa pela trilha feita. Porém, quando resolvem voltar para casa percebem que as migalhas haviam sido comidas pelos pássaros da floresta e que estavam perdidos. Enquanto procuravam o caminho de volta pra casa, João acaba achando uma casa feita de doces no meio da floresta. Com muita fome depois de tanto tempo procurando o caminho de volta para casa, João chama Maria para que eles comessem as guloseimas da casa. Enquanto as crianças se deliciavam com os doces uma velha (na verdade uma bruxa) aparece de dentro da casa e os convida para entrar.
Lá dentro, a bruxa lhes dá mais comida, até os dois não aguentarem mais. Porém, toda a aparente gentileza da senhora não passava de um plano para comer as criancinhas. Ela prende João e Maria para que pudesse assá-los, porém, espertas, as crianças descobrem o plano da bruxa e a enganam, lançam um feitiço para hipnotizarem a bruxa atirando-a para dentro do forno que a velha usaria para cozinhá-los. Livres da bruxa, João e Maria são encontrados pelo pai, cuja mulher havia morrido, e voltam para casa levando consigo o dinheiro que estava dentro da foice da bruxa, suficiente para o resto de suas vidas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Gatos & Gatos!

O Gato de Botas ou ainda O Mestre Gato é um conto de fadas de autoria do escritor francês Charles Perrault, incluído no livro Les contes de ma mère l'Oye, publicado em 1697.
O conto narra a história de um caçula de três irmãos que recebe como herança de seu pai um gato de estimação. Depois de ganhar um par de botas, o gato consegue convencer um rei muito poderoso de que pertence a um fidalgo chamado Marquês de Carabás, e consegue ao seu dono a mão da princesa em casamento.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Era uma vez...

...Uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- Não!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma mulher.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A Dama na Neve

Lembro-me do amanhecer daquele dia invernal. Diziam os antigos que se tratava do inverno mais rigoroso, até então conhecido. O manto branco cobria todas as paragens, roubando o verde das colinas, as flores dos vales, e a presença vital e constante dos seres da floresta. O frio cortante se traduzia em silêncio. Silêncio e sopros.
Para ajudar meus familiares levantei-me cedo, calcei as grossas botinas de couro, procurei dentro da modesta casa tudo que me fosse proteger da tempestade que se avizinhava. Levei comigo o machado, esperando que de algum modo, fosse capaz de trazer a lenha que nesta época era tão importante quanto a água, mantendo o fogo aceso, afastando-nos da morte certa.
Rumo à imensidão murmurante, refleti sobre como tudo parecia congelado. Não apenas a terra, é claro. Enquanto adentrava mais e mais por entre as árvores desprovidas de folhas e cobertas de gelo, tinha a nítida sensação de que também deixava para trás o tempo. Houvesse relógio, estaria certo de que seus ponteiros não se moveriam.
Tomado por um súbito desejo, resolvi subir numa pequena elevação de pedras, d'onde se poderia avistar toda a extensão deste lar ao qual eu e os meus pertencíamos há muitas gerações.
Parado, em pé, sentindo o cheiro da neve, agucei meus ouvidos e pude perceber um choro soluçante, no entanto quase contido. Virei-me em direção da mata e pus-me a passos ligeiros para encontrar o que quer que fosse que emitia aqueles sons capazes de estilhaçar minha alma pouco a pouco.
Era uma mulher.
Meus olhos não queriam crer.
As lendas falavam sobre demônios da neve, que sob belas formas espalhavam sua destruidora influência, transformando a natureza em inferno gelado, roubando a vida dos homens. Porém, tudo o que eu podia ver, diante de mim, era uma dama na neve.
De seus olhos amendoados e fechados, a cada lágrima, caía uma pérola cristalina e fria sobre o chão... De seus suspiros vaporosos se formava uma bruma que flutuava para cristalizar-se em gelo. Suas mãos cruzadas, tão brancas, pareciam quase azuladas, e embora seus pálidos lábios e traços se perdessem entre os cabelos descoloridos, era possível saber que existia ali qualquer coisa de vida. Não a vida aquela à qual estamos habituados; uma vida selvagem, profunda, banhada nas histórias de deuses e de entidades tão antigas quanto nosso mundo. Fascinante e aterrorizante.
Desprovido de qualquer reação que não esta, tive a ousadia de me aproximar, tomando o cuidado de não assustar a dama na neve. Dobrei levemente os joelhos, e acerquei-me de onde estava sentada, sobre a base do que fora um robusto tronco noutros dias. Vestia-se como em seda prateada, num desenho tão fino que me fez crer se tratar d'algum tipo de realeza.
- Por que choras, dama na neve? - perguntei-lhe, com o gorro em mãos.
Só então pareceu notar minha presença.
Seus olhos cinzentos e radiantes eram envoltos em aquoso cristal, belo como só as lágrimas de uma mulher podem ser; transtornantes, como só as lágrimas de uma mulher podem ser.
- Choro porque não encontro repouso.
- O que fazes?
- Não o vês? - Ela estendeu o braço para o além.
- Por que o fazes?
- Faço-o sem escolha, assim sou.
- Como és?
- Fria.
Temendo ser afastado, ainda assim me pus mais perto, sem saber se seria aceito ou atacado. As unhas em seus dedos finos assemelhavam-se em aspecto a lâminas de gelo. Tentei ignorar a isto.
- Deixe ir o frio, encontre um modo de desligar-se desta sina.
- Você não o vê, porque és humano. - Enxugou o rosto com a delicadeza de um anjo, a despeito de ser um demônio. - Vós tendes também seu trabalho insuspeito... Sois calorosos. Irradiai ao vosso redor um algo, que é tão palpável como os flocos da neve.
Os céus estremeceram e uma fina garoa branca e congelada iniciou a se precipitar sobre nós. Abracei-me, sentindo o frio daquela manifestação, e a temperatura baixa que decrescia a cada passo mais perto da dama na neve.
- O que é este algo? - Quis atrevidamente saber.
- É tão claro. - Vi-a rir, os dentes de marfim se mostrando. - Sois carregados de humanidade.
- Humanidade? Mas a humanidade não é capaz de pintar os prados de branco... Nem de embelezar a terra com o encanto de estações.
- Oh, tolos... Desconhecei vossos poderes, é assim desde o princípio.
Seus olhos mantinham-se firmes e sem se desviarem de mim. Eu nada podia fazer a não ser admirá-la intensamente. Se fosse verdade que os demônios da neve roubavam a vida dos homens, não haveria explicação senão a de que eram tão cativantes a ponto de nos entregarmos sem pestanejar a estes riscos imprudentes.
Por fim parei a seus pés. Minha gana era tocá-la. Suspeitava que se fizesse isso eu jamais voltaria a sentir minhas mãos, que minha pele queimaria no ardor congelante. Entretanto, ela curvou-se em minha direção.
- Diz-me tu, homem, o que quereis?
- Quero ajudar-te. Ouvi seu sussurro tão triste, e vim até aqui... Quereis minha vida? Entrego-na. Meu bem mais precioso.
- O que te importa se chorava?
- Não o sei. Só sei que desejava poder aquietar-lhe em meu seio, dar-lhe a mão para que não ficasse tão só e desesperançada... Ofertar-lhe este repouso cuja falta o pranto lhe fazia cair.
- Dar-me-ia teu bem mais precioso, tu o disseste?
- Sim. - Surpreendi-me ao concordar sem hesitação.
- Pois bem... Volte à tua casa, e na manhã do dia que virá, esperarei para tomá-lo.
Aquiesci.
Entretanto, ao colocar-me sobre as pernas, num segundo de distração ela havia desaparecido. Nada entendi. Sem também sinal da neve que caía, voltei à entrada da floresta, e ocupei-me de cortar as árvores e galhas, tornando-as em lenha. O tempo voltara.
No caminho de volta, perguntava-me se teria alucinado?
Eu não podia ter certeza.
Àquela noite, enquanto o fogo crepitava na sala e eu dormia junto a ele, jurei ter escutado entre as rajadas do tempestuoso vendaval, um choro incessante. Meu peito aflito dizia-me "é real, é real". Revirava-me entre sonhos, querendo entender por quais motivos chorariam os demônios? E por que afinal seu lamento era tão impossível de ignorar?
Assim que o sol raiou, saí sem fazer barulho. Não queria acordar ninguém, desconfiando de que uma despedida não me faria o bem. Se enfim minha vida pudesse pôr fim àquele sofrimento, eu o faria, honrando minha palavra, e impedindo que qualquer mal em represália pudesse recair sobre meu povo.
Segui pela mesma trilha, atravessei com dificuldade os novos amontoados brancos espalhados ao redor. A nevasca noturna tomara seu lugar sobre nós, deixando-nos ainda mais preocupados com as semanas porvir. Se as lágrimas da dama na neve provocavam este efeito, este era outro nobre motivo para ajudá-la, pois desconfiava que alguns dias seriam o suficiente para tornar-nos a todos em estátuas de gelo.
Cheguei à base de madeira, tentando enxergar a criatura.
Não havia qualquer indício de sua presença.
Circundei ao redor, tentando em vão descobrir onde estava.
De súbito, virei-me para dar com um amontoado de pérolas de cristal. E do outro lado delas, elegantemente inclinada, vi-a de novo. Contudo, não mais chorava.
- Chorastes novamente esta noite, eu ouvi! - Disse-lhe apressadamente.
- Temi que não viesse.
- Cá estou. Tomai minha vida, e porás fim à tua desventura.
- Oh, eu já a tomei.
- Já? - Apalpei meu peito, os olhos arregalados e curiosos.
- Teu "bem mais precioso". Tu já o deste para mim.
- Não o percebi... Então assim é a morte? - Inquiri de novo.
- Teu bem mais precioso, homem, não é esta forma vivente. Ele o jaz na eternidade. É o teu coração. Tu o abristes para mim, ofertaste-me tua compaixão, e provaste neste amanhecer o quão profunda é tua generosidade.
- Não o entendo...
- Eu jamais esquecerei deste gesto. Agora posso finalmente repousar. E como agradecimento, deixo-lhe minhas lágrimas, que são preciosas aos olhos dos mortais.
Ela virou as costas para mim. Uma revoada de bruma fria tocou minha pele.
- Ver-te-ei de novo, dama na neve?
- Encontrar-me-á. Sim.
- Quando?
- Quando começar a esquecer-me de vosso presente, e vir cá noutro ano, temendo ter apenas sonhado com isto.
- Os demônios sonham?
- Todo o tempo. E de nossos sonhos nascem as sombras que fazem crescer a luz.
- Eu quero...
"Acompanhar-te", falei solitariamente para o nada.
Na noite reunidos ficamos em torno da caldeira borbulhante, em farto alimento sendo preparado. No dia seguinte, e no outro, não mais sentimos o frio... E ainda mais adiante, grama surgiu, folhas começaram a renascer, e as lebres assustadas pularam para fora de suas tocas. Os lobos se afastaram, os ursos acordaram, e as borboletas e pássaros vieram alegrar nossa existência com o anúncio da primavera.
Assim passou o tempo. E agora fico eu à espera, melancólico e choroso, de que encontre o frio que amenizará o desejo que queima minh'alma. Anseio pelo que há de melhor na dama da neve, para que possa dar-lhe o que de melhor há em mim. E sei, que em breve, quando o primeiro cristal gelado tocar minhas mãos, eu desejarei que a dama na neve volte a sonhar, outra vez, para mim.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Romeu & Julieta

Romeu e Julieta pertence a uma tradição de romances trágicos que remonta à antiguidade. Seu enredo é baseado em um conto da Itália, traduzido em versos como A Trágica História de Romeu e Julieta por Arthur Brooke em 1562, e retomado em prosa como Palácio do Prazer por William Painter em 1582. Shakespeare baseou-se em ambos, mas reforçou a ação de personagens secundários, especialmente Mercúcio e Páris, a fim de expandir o enredo. O texto foi publicado pela primeira vez em um quarto de 1597 mas essa versão foi considerada como de péssima qualidade, o que estimulou muitas outras edições posteriores que trouxeram consonância com o texto original shakespeariano.
A estrutura dramática usada por Shakespeare—especialmente os efeitos de gêneros como a comutação entre comédia e tragédia para aumentar a tensão; o foco em personagens mais secundários e a utilização de sub-enredos para embelezar a história—tem sido elogiada como um sinal precoce de sua habilidade dramática e maturidade artística. Além disso, a peça atribui distintas formas poéticas aos personagens para mostrar que eles evoluem; Romeu, por exemplo, fica mais versado nos sonetos a medida que a trama segue.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Sininho

Surgindo originalmente na peça Peter and Wendy, escrita por James Matthew Barrie em 1904, a personagem fez sua primeira aparição cinematográfica em Peter Pan, filme da Walt Disney Animation Studios de 1953. Após o filme animado, a personagem se converteu em figura representativa da The Walt Disney Company, aparecendo em comerciais e introduções de programas, além dos parques temáticos da companhia.
Em 2005, a franquia Disney Fadas surgiu a partir da personagem. E em 2008, Tinker Bell, um filme animado produzido pela DisneyToon Studios, estreou e se tornou o primeiro a ser protagonizado pela personagem.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A princesa e a ervilha

A princesa e a ervilha é um dos primeiros contos do dinamarquês Hans Christian Andersen, e inicialmente publicado em 1835.
Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa — mas tinha de ser uma princesa verdadeira. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma, mas havia sempre qualquer coisa que não estava certa. Viu muitas princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas havia sempre qualquer coisa, isto ou aquilo, que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido, porque queria uma princesa verdadeira.
Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía em torrentes — era apavorante. No meio disso tudo, alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.
Recorte em papel feito por Hans Christian Andersen  Fonte: Museus da Cidade de Odense
Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus!, o estado em que ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela roupa e saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade.
— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois empilhou mais vinte colchões e vinte cobertores por cima. A princesa iria dormir nessa cama.
De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.
— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, mas senti uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi horrível.
Então ficaram com a certeza de terem encontrado uma princesa verdadeira, pois ela tinha sentido a ervilha através de vinte edredões e vinte colchões. Só uma princesa verdadeira podia ser tão sensível.
Então o príncipe casou com ela; não precisava de procurar mais. A ervilha foi para o museu; podem ir lá vê-la, se é que ninguém a tirou.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Cinderela

Cinderela é um dos contos de fadas mais populares da Humanidade.
Sua origem tem diferentes versões. A versão mais conhecida é a do escritor francês Charles Perrault, de 1697, baseada num conto italiano popular chamado La gatta cenerentola ("A gata borralheira"). A mais antiga é originária da China, por volta de 860 a.C.. Existe também a dos Irmãos Grimm, semelhante à de Charles Perrault. Nesta, porém, não há a figura da fada-madrinha e quem favorece a realização do desejo de ir ao baile são os pombos e a árvore que crescem no túmulo de sua mãe. Neste caso, Cinderela sabe palavras mágicas, usadas no imperativo, que auxiliam na transformação de seu pedido em realidade. No final, as irmãs malvadas ficam cegas quando são atacadas por pombos que lhes furam os olhos. Segundo outras versões a figura da fada madrinha na verdade é o espírito da falecida mãe da própria protagonista que trazia um vestido do céu para Cinderela usar no baile.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Gato de Cheshire

O Gato aparece pela primeira vez no capítulo 6 "Porco e pimenta", quando Alice vê um Peixe-Lacaio entrega a um Sapo-Lacaio um convite para a Duquesa da casa. Alice observa esta operação curiosa e, após uma conversa com o sapo que a deixa perplexa, atreve-se a entrar na casa. Depara-se com a cozinheira da Duquesa a atirar pratos e frigideiras contra esta e a fazer uma sopa simultaneamente, mas utiliza tanta pimenta nela que todos na divisão - a Duquesa, o bebé e a própria Alice - espirram violentamente, com a exceção da cozinheira e do Gato de Cheshire. Depois de sair da casa, encontra-se em um bosque, onde o Gato de Cheshire aparece e Alice pergunta se há um lugar em que não há gente louca e como ir para lá. O Gato responde que todos são loucos, inclusive ele e Alice, acabando por lhe indicar a hipótese de visitar o Chapeleiro Louco ou a Lebre de Março e desaparece lentamente, deixando apenas o seu sorriso. Alice escolhe a Lebre, na esperança de se não tratar de uma criatura louca, apesar de ter ouvido o que o gato disse, e parte imediatamente.
O Gato de Cheshire aparece novamente quando Alice e a Rainha de Copas estão jogando cróquete (Capítulo 8 - O Campo de Cróquete de Sua Majestade). Ao aparecer só sua cabeça no jogo, a Rainha se irrita com ele e manda cortar cabeça do Gato. O carrasco se recusa, dizendo que é muito velho para começar a cortar cabeças sem corpo. Devido ao fato do Gato pertencer à Duquesa, a Rainha solicita a liberação desta da prisão para resolver a questão. No capítulo seguinte, a Duquesa aparece no campo, vai ao encontro de Alice com uma grande simpatia por ter salvado seu Gato.

domingo, 6 de setembro de 2015

Alice

Como resultado de comer o bolo, Alice cresce até atingir 2,5 metros de altura. Triste por não conseguir entrar no jardim, chora tanto que cria um lago de lágrimas. O Coelho Branco atravessa o átrio e ao ver Alice tão grande, deixou cair as luvas brancas e o leque que trazia enquanto fugia rapidamente. Alice apanhou-os do chão, e como estava calor, não parou de refrescar-se com o leque que, sem se aperceber de imediato, reduziu-lhe a altura; mas felizmente ela parou de o abanar antes do seu desaparecimento total. Entretanto escorregou e mergulhou até ao pescoço no lago de lágrimas que ela própria criou. Aí encontra o Rato que acaba por a ajudar a atravessar o lago. Na costa, encontra uma grande quantidade de aves e outros animais; todos molhados tentam assim arranjar uma solução para secarem o pelo e as penas, preocupados com as doenças que poderiam apanhar se continuassem encharcados.

domingo, 30 de agosto de 2015

Branca de Neve

A origem do conto é controversa; é possível ter iniciado na Idade Média e se mantido pela tradição oral. Os Irmãos Grimm, em sua compilação dos vários contos através da Alemanha, publicaram a versão mais conhecida na época, e essa se tornou, com o tempo, a mais divulgada, mas há muitas outras.
Em muitas dessas versões alemãs, os anões são substituídos por ladrões, enquanto o diálogo com o espelho é feito com o sol ou a lua.
Em uma versão albanesa, coletada por Johann George von Hahn e publicada em "Griechische und albanesische Märchen. Gesammelt, übersetzt and erläutert" (1864), a personagem principal vive com 40 dragões, e seu sono é causado por um anel.
Para Bruno Bettelheim, as figuras e os acontecimentos dos contos de fada estão de acordo com fenômenos arquetípicos, daí satisfazerem, inconscientemente, através de todas as épocas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

As moedas que cairam do céu

Era uma vez uma garotinha cujos pai e mãe já haviam morrido, e ela era tão pobrezinha que nem sequer tinha um lugar para ficar, ou uma cama para dormir, enfim ela não tinha nada além das roupas que usava e de um pedaço de pão em suas mãos que alguma alma caridosa lhe havia dado. No entanto, ela era boa e piedosa. E assim vivia ela abandonada pelo mundo, e um dia ela estava caminhando pela estrada afora, e confiava no bom Deus.
Então, um homem pobre a encontrou, e disse, "Ah, será que você não tem alguma coisa para eu comer, estou com tanta fome!" Ela pegou o seu pedaço de pão inteiro, e disse, "Que Deus lhe abençoe e que isto lhe ajude," e continuou andando. Mais adiante, ela encontrou uma criança, que chorava e disse, "Tenho muito frio na cabeça, me dê alguma coisa para protegê-la." Então, ela tirou a sua touca e deu para a criança; e quando ela tinha andado um pouquinho mais, ela encontrou uma outra criança que não tinha blusa e estava congelada de frio.
Então, ela tirou a blusa e a colocou na criança; mas, pouco depois alguém lhe pediu um agasalho, e ela deu tudo o que ela tinha. Finalmente, ela chegou a uma floresta e já estava ficando escuro, e lá vinha uma outra criança, e lhe perguntou se ela tinha uma camisa, e a boa garotinha pensou consigo mesma, "Está tarde da noite e ninguém está me olhando, então, eu poderia dar a blusa que estou usando," e ela tirou a blusa, e deu para a criança. E assim ela ficou, com o corpo todo desprotegido, quando de repente estrelas começaram a cair do céu, e elas eram nada mais do que muitas moedas de ouro, e embora ela tivesse dado a única blusa que usava, ela poderia agora comprar uma nova feita com o tecido mais fino. Então, ela foi juntando todo o dinheiro que caía, e viveu rica todos os dias de sua vida.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Garotos perdidos

Os Meninos Perdidos ou Garotos Perdidos são personagens de Peter Pan. Os divertidos, fiéis e bagunceiros seguidores de Peter Pan, os Garotos Perdidos, têm nomes simples que refletem a personalidade de cada um. São eles: CABELINHO , BICUDO, PIUÍ,DELEVE e gêmeos nunca se sabe quem é quem, então são apenas conhecidos assim). Diz o livro, que os meninos perdidos são aqueles que caem do berço, em algum parque, ou na rua, sendo abandonados pelo descuido da baba ou a própria mãe. E então, são levados para a Terra do Nunca, onde são cuidados pelas fadas. Por não terem mães, não estão acostumados a obedecer, nem a ter suas obrigações, somente a Peter, o chefe do grupo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Branca de Neve

Branca de Neve é uma personagem fictícia e a personagem principal do primeiro filme de Walt Disney, Branca de Neve e os Sete Anões de 1937. Ela é também o primeiro membro da franquia Disney Princesas. Branca de Neve é derivada de um conto de fadas conhecido de muitos países da Europa, criado pelos Irmãos Grimm. Ela é uma jovem princesa, "a mais bela de todas", em sua inocência, não pode ver qualquer um dos males do mundo. Isso a torna mais vulnerável a madrasta ciumenta que deseja ser a mais bela na terra, no entanto, a bondade inerente da Branca de Neve e pureza inspiram seus amigos, os animais da floresta e os Sete Anões para protegê-la. No filme, ela é tanto uma figura de mãe protetora e uma criança inocente na sua relação com os animais da floresta e os Sete Anões. Ela é a primeira princesa da Disney, e forneceu a base para heroínas posteriores, como Cinderela e Aurora. Ela é dublada por Adriana Caselotti no filme original e, atualmente, por Katherine Von Till. No Brasil, originalmente, foi dublada por Dalva de Oliveira, sua voz mais atual no Brasil é Priscila Concepción.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Pequeno Príncipe

A história começa quando o personagem principal fala sobre um desenho que ele fez quando tinha 6 anos de idade e que tratava de uma jiboia que engoliu um elefante, mas todos os adultos acharam que o garoto havia desenhado um chapéu. O personagem principal renunciou ao 6 anos de idade a carreira de ser pintor, e se tornou piloto. E voando, teve uma pane no seu avião no "Deserto do Saara". Tentando consertar seu avião, adormece... E é acordado por um menino que o autor define que tem "cabelos de ouro" e que lhe pede para desenhar um carneiro.
Conforme a história passa o personagem descobre que o menino vive no asteroide B 612, e que só tem uma rosa que fala com ele, e que tem três vulcões (um deles está extinto), e que o principezinho assiste quarenta e três pôr-do-sol para se divertir ou quando está triste.
O autor conta um pouco da história dele, a história de como o principezinho havia chegado ao Deserto do Saara, fala de como são as crianças e de como são as pessoas grandes; e envolve o leitor em mais um mistério no capítulo XXVII: que fala que o carneiro que desenhou para o principezinho poderia comer a sua flor.

By: Zaré Ponto X

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cinderela

A famosa droga composta da mistura de GHB, Ketamina, Rohypnol e Clorofórmio, usada para estuprar ou roubar pessoas, é conhecida popularmente como Boa-Noite, Cinderela. O nome deve-se ao fato da droga geralmente ser aplicada na vítima em bailes e festas, e esta, assim que ingere, sofre alucinações como se fosse a Cinderela no momento em que ela dança com o príncipe no baile. Só depois de acordar, volta a lucidez, como no momento em que o feitiço se cessa e a Cinderela volta ao normal. O "Boa Noite" é devido ao fato da droga fazer a vítima desmaiar, como se fosse dormir mesmo sem vontade própria.


sábado, 11 de outubro de 2014

Chapeuzinho Vermelho

As origens de Chapeuzinho Vermelho podem ser rastreadas até por de vários países europeus e mais do que provavelmente anteriores ao século 17, quando o conto adquiriu a forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm de inspiração. Chapeuzinho Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha, sempre com um caráter muito popular.