Os anjos são descritos por Hodson como tendo uma atitude em relação a
Deus completamente diversa da humana, não concebendo uma existência
personalizada individual, mas sim uma consciência única central e ao
mesmo tempo difusa e onipresente, de onde suas próprias consciências
derivam e à qual estão inextrincavelmente ligadas. Sentem-se unidos a
esta consciência e para eles não é possível, exatamente por esta
unidade, experimentarem egoísmo, separatividade, desejo, possessividade, ódio, medo,
revolta ou amargura. Apesar de serem essencialmente seres amorosos, seu
amor é impessoal, sendo extremamente raras associações estreitas com
quaisquer indivíduos. Em seus estudos Hodson os divide em quatro tipos
principais, associados aos quatro elementos da filosofia antiga: terra, água, fogo e ar.
Hodson faz também uma associação dos anjos com a Árvore Sefirotal, derivada da tradição Cabalística, definindo dez ordens. Afirma que um dos aspectos do Logos é de natureza angélica e acrescenta que ao reino angélico pertencem os chamados espíritos da natureza.
Muitos destas classes estão envolvidos em processos naturais básicos
como a formação celular e cristalização mineral, sendo por isso de
dimensões microscópicas, constituindo os primeiros degraus da sua longa
evolução em direção aos anjos planetários e formas ainda mais grandiosas
como os grandes arcanjos solares, de estatura verdadeiramente colossal,
a ponto de poderem ser percebidos de pontos próximos à extremidade
externa do sistema solar. Outros tipos são os silfos, as salamandras, as fadas, dríades, ondinas
e os variados espíritos da natureza conhecidos desde a antigüidade em
várias culturas. Suas descrições dão uma vívida ideia da importância
destes seres na manutenção da ordem cósmica e na manifestação do
universo desde sua origem insondável até as formas físicas, passando por
todos os degraus intermédios. Em seu livro O Reino dos Deuses
oferece uma série de ilustrações do aspecto dos vários tipos de anjos,
diferindo radicalmente das tradicionais representações angélicas da
cultura ocidental, e diz que apesar disso ambos, anjo e homem, derivam
suas formas de um mesmo arquétipo
