A Teosofia
admite a existência dos seres angélicos, e várias classes dentre eles,
embora existam relativamente poucos estudos neste campo que as
sistematizem profundamente, dos quais os de Charles Leadbeater e sobretudo Geoffrey Hodson são as fontes mais ricas e interessantes.
Charles Leadbeater diz que, sendo um dos muitos reinos da criação
divina, o reino angélico também está, como os outros, sujeito à evolução,
e que existem grandes diferenças em poder, sabedoria, amor e
inteligência entre seus integrantes. Pelo mesmo motivo, o de
constituírem um reino independente, com interesses e metas próprias, diz
que os anjos não existem mormente em função dos homens e seus
problemas, como reza a cultura popular, apesar de assistí-los de uma
variedade imensa de formas, como por exemplo na ministração dos
sacramentos das igrejas, na cura espiritual e corporal dos seres
humanos, e na sua inspiração, encorajamento, proteção e instrução.
Mesmo que o reino angélico como um todo esteja envolvido em muitas
tarefas que não dizem respeito ao homem, Leadbeater afirma em A Ciência dos Sacramentos que existe uma classe deles especialmente associada aos seres humanos, a dos anjos da guarda, na verdade uma espécie de silfos, à qual se confia uma pessoa por ocasião de seu batismo, e que por seu serviço conquistam a individualização, tornando-se serafins.
