A origem do pião é incerta ainda que se tenha conhecimento de sua existência desde o ano 4000 a.C., já que foram encontrados alguns exemplares, elaborados com argila, nas margens do rio Eufrates. Há vestígios de piões em pinturas antigas e em alguns textos literários que citam o brinquedo/jogo. É citado também nos textos de Marco Porcio Catón, político e historiador romano. Além disso, o pião aparece nos escritos de Virgílio, destacando-se em sua obra Eneida (século I a.C.). Da mesma forma, se tem encontrado piões pertencentes à civilização romana. No Museu Britânico, é conservado o pião mais antigo do mundo, encontrado em Tebas e datado de 1250 a.C..
A Platão o pião servia como metáfora do movimento e Aristófanes se confessava aficionado pelo objeto. O poeta romano Ovídio também menciona o pião em seus poemas. Aulo Pérsio Flaco (34 - 62), outro poeta romano, dizia que "em sua infância teve mais afeição ao pião do que aos estudos". Durante umas escavações realizadas em Troia foram encontrados alguns piões feitos de barro e outros exemplares têm sido desenterrados em Pompeia.
Os romanos e os gregos tinham este elemento como brinquedo. No entanto, as culturas do Oriente - China e Japão - foram os responsáveis por sua introdução no Ocidente. No Japão, adultos e crianças brincam (jogam) com o pião convertendo este aspecto lúdico a uma verdadeira arte
e desta forma executam numerosos espetáculos, dentre estes destaca-se
aquele em que, juntamente depois de lançar o pião, utilizando um tipo de
fita para fazê-lo bailar na palma das mãos ou em tábuas duplas passando de uma a outra.
Também há diversos exemplares de piões no México e na Argentina que são testemunhos de sua permanência no tempo.
