O amor, para ocorrer, não importando os níveis: se social, afetivo,
paternal ou maternal, fraternal - que é o amor entre irmãos e
companheiros - deve obrigatoriamente ser permitido. O que significa ser amor permitido?
Bem, de fato quase nunca pensa-se sobre isso porque passa tão
despercebido que atribui-se a um comportamento natural do ser humano ou
de outros seres vivos. Mas não, a permissão aqui referida toma-se por
base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as
relações de afetividade entre duas ou mais pessoas ou seres que estão em
contato e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor
entre si.
A permissão ocorre em um nível de aceitação natural, mental ou
físico, no qual o ser dá abertura ao outro sem que sejam necessárias
quaisquer obrigações ou atitudes demeritórias ou confusas de nenhuma das
partes. A liberdade de amar, quando o sentimento preenche de alguma
forma a alma e o corpo e não somente por alguns minutos, dias ou meses,
mas por muitos anos, quiçá eternamente enquanto dure e mais nas
lembranças e memórias.
